Competitivo para filmes sobre meio ambiente de todos os gêneros e formatos, o festival esse ano coloca em segundo plano suas atividades paralelas, como shows e eventos artísticos, dando maior destaque para os filmes e oficinas da programação. O objetivo é priorizar o audiovisual, em especial os documentários. Entre os destaques da programação, estão filmes como “Sumidouro”, do brasileiro Cris Azzi, que retrata o processo de migração provocado pela construção da usina hidrelétrica no Vale do Jequitinhonha. Em decorrência da obra, uma comunidade inteira se desfez graças às inundações provocadas na região.
Ainda na competição de longas, concorre o filme “Benzeduras”, único representante goiano na categoria, que fala sobre métodos religiosos praticados no interior do estado para a cura de doenças. Outro tema de destaque na seleção de filmes é a questão do petróleo, abordada pelos longas “Um Bruto Despertar”, dos suíços Basil Gelpke e Ray McCormack, e o grego “Delta, o Jogo Sujo do Petróleo”, de Yorgos Avgeropoulos. Na categoria de médias-metragens surgem temas variados, como o trabalho escravo ainda existente no estado do Pará, investigado pelo suíço Stéphane Brasey no documentário “A Lenda da Terra Dourada”, ou a importância das ferrovias no desenvolvimento de Goiás, tema do filme “Café Com Pão, Manteiga Não”, de Viviane Louise e Marcelo Benfica.
Nas mostras paralelas ainda serão exibidos filmes como o recente “Chega de Saudade”, de Laís Bodanski, e alguns trabalhos de Cacá Diegues, como “O Maior Amor do Mundo” e “Quilombo”. O FICA promove ainda alguns cursos sobre documentário e linguagem cinematográfica, outro destaque de sua programação, além de shows como o do grupo Cachorro Grande. Para mais informações sobre o festival e sua programação completa, acesse o site www.fica.art.br.
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