terça-feira, 10 de junho de 2008

O Retrato de jennie

O Retrato de Jennie
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SINOPSE

Durante um inverno, um pintor sem sorte encontra, no Central Park de Nova York, uma garota por quem se apaixona e de quem pinta um retrato. Mas descobre que ela esconde um segredo.

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É um dos muitos filmes que o produtor David Selznick ("E o Vento Levou") realizou para sua mulher Jennifer Jones, numa produção complicada que chegou a estrear em algumas salas usando até um Ciclorama para dar maior ênfase às cenas finais de tempestade e acabou ganhando o Oscar de efeitos especiais.

A fita em preto e branco é em cores na cena final em que mostra o retrato e usa um filtro esverdeado para as cenas da tormenta. Uma das estudantes na cena final no museu depois viraria estrela na Metro, Anne Francis ("O Planeta Proibido"), que traz ainda Nancy Olson e a futura primeira dama americana Nancy Davis Reagan. Brian Keith foi extra na cena de patinação. O retrato de Jennifer usado no filme depois passou para a coleção privada da atriz e, anos mais tarde, para o marido seguinte dela, o milionário Norton Simon.

Ao custo de três milhões de dólares, uma enorme quantia para a época, e oito tumultuados meses de filmagem, o filme ficou em produção num total de 20 meses. Dizem que o fotografo Joseph August sofreu um enfarte e morreu como resultado de tanta pressão que sofreu. Usando câmeras antigas, ele procurou dar um tom antiquado e romântico a tudo. De qualquer forma, os excessos e o fracasso de bilheteria fizeram com que o produtor vendesse seu estúdio e o contrato que tinha com vários atores que havia descoberto, como Gregory Peck, Louis Jourdan, Rhonda Fleming etc.

Nos anos oitenta, quando estreou e fez muito sucesso no Brasil "Em Algum Lugar do Passado", com Christopher Reeve, era difícil explicar para as pessoas que ele nada mais era do que uma reciclagem deste clássico romântico, um dos mais emocionantes do gênero. Parece que o produtor não tinha confiança na sua própria mensagem porque utilizou várias epígrafes e citações - de Keats à Eurípides - além de um narrador que pretensiosamente se pergunta "o que é tempo? Espaço? Vida? Morte? Será que viver não é morrer ou vice-versa?" e afirma que é preciso ter fé para se envolver com mais facilidade na história.

Hoje em dia, em tempos mais místicos, não é preciso desculpas para convencer, nesta história sobre uma jovem que morreu sem ter conhecido o amor e seu espírito, como fantasma, retorna para encontrar o homem de sua vida. Como ela afirma em suas sete aparições, primeiro cantando uma musica misteriosa, de autoria de Bernard Hermann: " de onde eu venho ninguém sabe, para onde eu vou, todos vão". Com a ajuda de uma esplêndida fotografia, o filme delicadamente nos convence que um pintor (Cotten), encontra num parque gelado uma adolescente chamada Jennie Aplleton, que lhe deixa uma écharpe. No segundo encontro, patinando no mesmo parque, ele confirma que a jovem é muito misteriosa, filha de artistas de Vaudeville, um teatro já demolido, e deseja pintá-la.

A fita tem problemas com as tramas paralelas que não interessam. O fato é em que determinado momento , quando acerta a pintura do retrato dela, já se sabe que Jennie é um fantasma, que não tem consciência muito clara do que está fazendo ali. Isso só será resolvido num grande climax em Cape Cod, num lugar chamado Land´s End Point, onde finalmente o casal se reencontrará para toda a eternidade - como diz o longa "o tempo cometeu um erro, mas como ele esperou por Jennie, agora o amor de ambos será eterno".

Não há dúvida que esse é apelo irresistível para qualquer um que acredita no amor. E com uma tese muito interessante, já que a ciência diz que o tempo não existe, será que a pessoa certa para nós não poderia ter vivido em outra época e se desencontrado? E será possível existir um amor tão forte que resiste ao tempo? Essa hipótese desbragadamente romântica é muito bem contada numa direção perfeita, no tom certo de interpretação, de passagem de cenas e principalmente com um visual estilizado. Um delicioso delírio ainda pouco conhecido.


Título original : The Portrait of Jennie (EUA, 1948)
Diretor: William Dieterle
Elenco: Jennifer Jones, Joseph Cotten, Ethel Barrymore, Lilian Gish, Cecil Kelaway, Anne Francis, David Wayne, Henry Hull, Florence Bates
Extras: Entrevista com Rubens Ewald Filho, notas de produção
Idioma: Inglês
Legendas: Português
Gênero: Romance
Duração: 86 min. P&B
Distribuidora: Versátil

Palhaços

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SINOPSE

O diretor Fellini (1920-93) dedica documentário à sua paixão pelo circo.

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Não havia sido trazido comercialmente ao Brasil este filme de Federico Fellini, feito originalmente para a televisão.

Embora seja fã de carteirinha do diretor, fiquei desapontado. Mesmo sendo uma obra importante para se entender seu espírito e sua obra, não se pode afirmar que seja um grande filme, nem mesmo especial. Foi sua segunda experiência para a TV, pouco depois do documentário "Block Notes di un Regista", já sem qualquer inibição em ser autobiográfico, aparecendo diante das câmeras e sendo o narrador - o que abriu caminho para os filmes seguintes "Roma", "Amarcord" e "Intervista".

Na verdade, Fellini era vaidoso e adorava se exibir e aqui inventou o recurso de levar junto um câmera, um assistente e uma secretária (todos interpretados por atores) que o acompanham nas andanças através dos palhaços do passado. A fita começa com uma bela imagem, uma criança sendo acordada pelo barulho de um circo que esta sendo montado ao lado de sua casa. Fellini muitas vezes declarou que ele não fazia cinema mas circo, e isso ele procura demonstrar apresentando números de muitos palhaços, ou melhor dizendo Clowns. Depois de meia hora, ele entra em cena e com sua equipe sai visitando velhos em asilos.

O ator Pierre Étaix, casado com Annie Fratellini, que pertence a uma famosa família de clowns, tenta lhe mostrar uma fita antiga de clowns, mas tudo dá a impressão de ser encenado à moda de Fellini e não documental, em que as coisas se confundem. A visita chega ao circo da Familia Orfei junto com a ainda "bonitona" Anita Ekberg.

Mas nada de muito concludente acontece, o filme só não é ruim porque tem uma fantástica trilha musical do mestre Nino Rota, com alguns temas que sintetizam toda a sua obra e servem de referência a outros trabalhos, como "Os Boas Vidas". Não é por ser admirador de Fellini que há como negar que junto com "Ensaio de Orquestra" e a "Voz da Lua", este é um filme menor, apenas curioso e raro.


Título original : I Clowns (Itália, 1970)
Diretor: Federico Fellini
Depoimentos : Anita Ekberg, Liana Orfei, Nandon Orfei, Victoria Chaplin, Annie Fratellini, Riccardo Billi, Fafunlla, Mayo Morin, Lima Alberti, Alvaro Vitali, Pierre Étaix
Extras: O documentário francês "Fellini- Eu sou um Grande Mentiroso" (Je suis um grand menteur, 2002), de Damian Pettigrew, com depoimentos de Dante Ferretti, Roberto Benigni, Tullio Pinelli, Giuseppe Rottuno, Terence Stampo, Donald Sutherland, com 105 min
Idioma: Italiano
Legendas: Português
Gênero: Documentário
Duração: 90 min. Dreamland
Distribuidora: Playarte

Vestida para Casar

Vestida para Casar
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SINOPSE

Jane é uma jovem cujo grande sonho é casar. Mas sua má sorte amorosa só lhe permite que, nos matrimônios, seu papel seja sempre de dama de honra. Depois ser madrinha em 27 casamentos, a protagonista revisa seu estilo de vida. Ela se recusa a mais uma vez bancar a encalhada quando sua irmã anuncia o casamento com seu patrão - na verdade sua paixão secreta.

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A roteirista de "O Diabo Veste Prada" não podia fazer muito diferente: é uma comédia romântica que é puro "filme de menina", endereçado ao público feminino e com o qual os homens terão pouca paciência. Mas deu certo e rendeu mais de 76 milhões de dólares, o que consolidou o estrelato de Katherine Heigl, que até agora ainda era coadjuvante na serie de TV "Grey's Anatomy".

Ex- atriz juvenil, Heigl teve uma grande chance quando participou do êxito de "Ligeiramente Grávidos". Famosa por ser super sincera e dizer sempre o que pensa concedeu entrevista em que afirmava não gostar muito do filme porque não tinha feito tudo aquilo que esperava de si e que o espectador que fosse ver este filme adivinharia tudo que iria se passar depois dos primeiros minutos. Ambas constatações são verdadeiras, mas nenhuma das duas compromete Katherine, que é uma das mais interessantes revelações recentes. É forte, bela e cheia de personalidade. E tudo indica deve virar estrela.

A diretora Fletcher é atriz e coreógrafa, inclusive de "Hairspray", mas fez sucesso com seu filme de estréia "Step Up - Ela Dança, Eu Danço", de 2006. A idéia aqui até que é divertida. Uma garota que já chegou aos 30 e que já foi 27 vezes damas de honra e guarda os vestidos mais variados e diferentes. Já esta perdendo a esperança de casar porque a irmã (Malin Akerman, a noiva de "Antes Só do que Mal Casado") conquistou primeiro seu amado Ed Burns. Mas logo dá pra perceber que o sujeito certo para ela é um jornalista especializado em casamentos, feito por James Marsden, que depois de "Encantada" e "Hairspray" finalmente encontrou seu caminho.

O filme é apenas isso. Não chega a ter grandes achados, e até se prolonga um pouco ao final.A melhor cena já se tornou clichê, é quando Katherine e Marsden compartilham um momento de karaokê, com a musica "Benny and the Jets", de Elton John. Mas há piadinhas engraçadas, gente bonita, muito figurino, se tornando uma diversão agradável.

Lançamentos em DVD

Com mudanças, começa hoje a 10ª edição do FICA

Mudanças na programação marcam o aniversário de dez anos do festival goiano, que acontece de 10 a 15 junho

Por Amanda Lourenço
Começa hoje a décima edição do FICA (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental), que acontece entre os dias 10 e 15 de junho na Cidade de Goiás. Idealizado em 1999 por Luiz Felipe Gabriel, Jaime Sautchuk, Adnair França e Luís Gonzaga, o festival promovido pelo governo de Goiás visa não só divulgar a produção local, como também promover uma interação entre cinema e ecologia. Através da discussão da temática ambiental, o FICA não só chama a atenção para os aspectos culturais, como também aponta as qualidades ecológicas do estado.

Competitivo para filmes sobre meio ambiente de todos os gêneros e formatos, o festival esse ano coloca em segundo plano suas atividades paralelas, como shows e eventos artísticos, dando maior destaque para os filmes e oficinas da programação. O objetivo é priorizar o audiovisual, em especial os documentários. Entre os destaques da programação, estão filmes como “Sumidouro”, do brasileiro Cris Azzi, que retrata o processo de migração provocado pela construção da usina hidrelétrica no Vale do Jequitinhonha. Em decorrência da obra, uma comunidade inteira se desfez graças às inundações provocadas na região.

Ainda na competição de longas, concorre o filme “Benzeduras”, único representante goiano na categoria, que fala sobre métodos religiosos praticados no interior do estado para a cura de doenças. Outro tema de destaque na seleção de filmes é a questão do petróleo, abordada pelos longas “Um Bruto Despertar”, dos suíços Basil Gelpke e Ray McCormack, e o grego “Delta, o Jogo Sujo do Petróleo”, de Yorgos Avgeropoulos. Na categoria de médias-metragens surgem temas variados, como o trabalho escravo ainda existente no estado do Pará, investigado pelo suíço Stéphane Brasey no documentário “A Lenda da Terra Dourada”, ou a importância das ferrovias no desenvolvimento de Goiás, tema do filme “Café Com Pão, Manteiga Não”, de Viviane Louise e Marcelo Benfica.

Nas mostras paralelas ainda serão exibidos filmes como o recente “Chega de Saudade”, de Laís Bodanski, e alguns trabalhos de Cacá Diegues, como “O Maior Amor do Mundo” e “Quilombo”. O FICA promove ainda alguns cursos sobre documentário e linguagem cinematográfica, outro destaque de sua programação, além de shows como o do grupo Cachorro Grande. Para mais informações sobre o festival e sua programação completa, acesse o site www.fica.art.br.

Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto




Lumet em melodrama trágico

Por Júlio Bezerra

Sidney Lumet fez alguns dos dramas (urbanos e de tribunal) mais intensos do cinema americano, como “Serpico” (1973) e “Um Dia de Cão” (1975), “Príncipe da Cidade”, e “O Veredito” (1983), mas sua cinematografia é igualmente marcada por momentos de mediocridade.

Mais recentemente, Lumet andava esquecido e desprestigiado. Em “Find Me Guilty” (2006), ele já voltava a chamar atenção com um trabalho recheado de inteligentes subversões. Mas este mais novo “Antes que o Diabo saiba que você está morto”, mais do que um retorno à forma, é uma espécie de ressurreição: um melodrama violento e trágico, inventivo nos movimentos, preciso nos planos, e elegante nos enquadramentos.
Em “Antes que o Diabo saiba que você está morto”, somos expostos a uma família em ruínas. Andy (Philip Seymour Hoffman) é um viciado em drogas cuja carreira de executivo está desmoronando. Para se livrar da falência, convence o irmão Hank (Ethan Hawke), também endividado e desajustado, a assaltar a joalheria dos pais. O plano parecia fácil, mas, por um acaso, a mãe (Rosemary Harris) deles aparece, e acaba sendo morta acidentalmente. O pai (Albert Finney) de Andy e Hank jura vingança, sem saber que está à caça de seus próprios filhos. Agora os dois irmãos terão de lidar com as repercussões do seu trágico plano.

Depois de um começo em tom idílico, entramos direto na trama e o filme já se esboça como a história de um desastre. Dois irmãos (Hoffman e Hawke em grandes interpretações) em queda livre financeira e moral partem para um golpe familiar. Ao contrário de “Find me Guilty”, em que Lumet parecia subverter estes preceitos, “Antes que o diabo” retoma a grande questão do cinema do diretor americano: o confronto entre os dilemas morais e os personagens que se debatem para ficarem em paz com suas consciências. Neste sentido, o contundente roteiro do estreante Kelly Masterson serve muito bem ao cinema de Lumet, permitindo ao cineasta um exercício de incrível simplicidade.

A narrativa começa a ir e vir no tempo, mas não se trata de uma “sacada” de roteiro ou um maneirismo de cinema contemporâneo. Lumet parece narrar em camadas, em sketches. Em cada uma delas, temos pequenas aulas de concisão dramática. Aos poucos, esses pedaços vão se somando. O espectador poderá assistir a determinadas cenas em diferentes ângulos, contextos e pontos de vista. O drama se multiplica. Curiosamente, o cineasta se disse em algumas ocasiões fascinado pelo digital. Filmado em HD, “Antes que o diabo” transpira esse fascínio. Além da elegância formal, o longa demonstra uma enorme vitalidade no trabalho da câmera, algo talvez novo para o cinema de Lumet.

Nos embates entre os personagens e seus dilemas morais, “Antes que o diabo” evolui como um filme sobre o descontrole. O longa é pontuado por cenas “descontroladas”, em que os protagonistas não suportam o peso de seus dilemas. Em determinada seqüência, o personagem de Hawke entra em desespero depois que o assalto dá errado. Em outra bela cena “descontrolada”, Andy cai em choro após uma briga com o pai. Nesses momentos, o filme demonstra um apaixonado entendimento da tragédia humana. Lumet fez um longa pesado.

Trata-se certamente de um filme extremamente desagradável. Certamente, um dos melhores trabalhos de Lumet.


Hugh Grant e Zhang Ziyi juntos em "Lost for words"

LOS ANGELES, 10 Jun 2008 (AFP) - Hugh Grant e Zhang Ziyi protagonizarão o próximo filme da diretora dinamarquesa Susanne Bier, informou nesta terça-feira a revista Variety.

O ator britânico viverá um comediante chamado por uma cineasta chinesa (Zhang Ziyi) para estrelar seu filme.

O longa, "Lost for words", começará a ser rodado em setembro próx

“Crônicas de Nárnia 2” bate Sex and The City e lidera pela 2ª semana;


A adaptação cinematográfica da série exbida pela HBO estreou na terceira posição das bilheterias do fim de semana, que só teve uma estréia brasileira

Por Heitor Augusto

Um lançamento grande, um médio e três pequenos. Assim foi o fim de semana (06 a 08) que apresentou “As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian” na liderança das bilheterias. O filme teve público de 293.920 mil espectadores, de acordo com números da Nielsen EDI. Distribuída pela Disney, a continuação da série baseada na obra de C.S. Lewis também esteve, na semana passada (data de estréia), no topo do ranking. Em duas semanas em cartaz, acumula público de 903.704 mil e está perto de figurar entre as dez maiores bilheterias do ano.

“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, da Paramount, manteve-se, pela segunda semana consecutiva, na segunda posição. Após três semanas em cartaz, acumula público de 1.956.205 milhão, que lhe dá o posto de quarta maior bilheteria do ano.

Maior lançamento do fim de semana com 144 cópias, “Sex and The City: O Filme”, da PlayArte, ficou na terceira posição, com 171.622 mil. Nos EUA, a adaptação cinematográfica para a série da HBO, teve ótima abertura, arrecadando cerca de US$ 55 milhões. “Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto”, da Europa, teve o segundo melhor desempenho entre as estréias, levando aos cinemas 15.368 mil espectadores.

Enquanto isso, “Homem de Ferro”, há seis semanas em cartaz, vai se consolidando como o maior sucesso de bilheteria dos cinemas no Brasil. O filme, da Paramount, já alcançou a marca de 2,6 milhões de espectadores, à frente dos 2,2 milhões de “Eu Sou a Lenda” (Warner) e dos 2,1 do brasileiro “Meu Nome Não é Johnny” (Sony).

Três lançamentos pequenos

O fim de semana também teve três filmes com lançamento pequeno. Um deles é o brasileiro “Valsa para Bruno Stein”, da Panda Filmes, que entrou apenas em Porto Alegre e teve público de 3.577 mil, de acordo com dados da Filme B. O filme estréia em São Paulo e Rio na próxima sexta (13/06).

O documentário cult “Joy Division”, lançado pela Pandora e Daylight, está em apenas três salas e teve público de 749 pessoas. A terceira estréia minúscula do fim de semana foi “Armênia”, de Robert Guédiguian, diretor duas vezes indicado ao Urso de Ouro em Berlim e uma vez à Palma de Ouro em Cannes. O filme, distribuído pela Imovision, está em apenas uma sala e teve público de 2.854 mil.

“A Quase Verdade”, há duas semanas em cartaz, está apresentando bom desempenho nas bilheterias. Distribuído pela Pandora em apenas uma sala, acumula 7.150 mil espectadores. Na mesma faixa está o brasileiro “Bodas de Papel”, de André Sturm. Também da Pandora, atingiu a marca de 10.243 mil espectadores e tem o melhor desempenho de bilheteria entre os filmes nacionais que estrearam em maio.

Paramount lidera market share

Colhendo os resultados de “Homem de Ferro” e “Indiana Jones”, a Paramount segue liderando o market share entre as distribuidoras, de acordo com números da Filme B. Este fim de semana, respondeu por 31,4% da renda. A Disney aparece em segundo graças a “Crônicas de Nárnia 2”, com 30%.

A PlayArte, que não figurava entre as líderes há algum tempo, aparece em terceiro, resultado integralmente devido à estréia de “Sex and The City: O Filme”. A distribuidora responde por 21,1%. A Sony aparece em quarto com 9,1%. O restante das distribuidores dividem 8,4%.



Disney obtém mais de US$ 30 bilhões em produtos derivados de seus filmes


WASHINGTON, 10 Jun 2008 (AFP) - O grupo Disney informou nesta terça-feira que prevê um volume de negócios de mais de 30 bilhões de dólares com os produtos derivados de seus filmes, no exercício 2007-2008, depois de ter vendido 27 bilhões no exercício anterior.

A Disney dá conta de 2,5 bilhões de dólares originados da linha vinculada ao desenho animado "Carros", de 2,7 bilhões resultantes dos filmes "High School Musical", e outros 2,7 bilhões de produtos relativos à série "Hannah Montana".

A Disney recorda que o volume de negócios obtidos duplicou entre 2002 e 2007, passando de 13 a 27 bilhões de dólares.

Retroceder nunca, render-se jamais


O Terminator virou Governator. Sly ressuscitou Rocky e Rambotox. Mas... e o Van Damme? Ícone do cine-porrada dos 80/90, o grande dragão branco tomou na cabeça. Longe do apogeu de “Kickboxer” (1989), “Garantia de Morte” (90) e “Soldado Universal” (92), Jean-Claude Van Damme está desempregado, perdeu na Justiça a guarda da filha, cheirou seus milhões e não tem mais um centavo no banco. De volta a Bruxelas, o carateca belga se enfia em um assalto a uma agência do correio.

Com grandes doses de realidade e algumas pitadas de ficção, esse é o plot de “J.C.V.D.”, sem dúvida o melhor filme da carreira do moço. Ok, eu sei, isso não é muito difícil. Mas Van Damme caiu na real, percebeu que seu tempo passou e aceitou estrelar e co-produzir essa comédia em que esculhamba a si mesmo, um projeto do jovem diretor Mabrouk El Mechri.

A primeira cena dá o tom da comédia. Como numa daquelas intermináveis partidas de “Double Dragon” , Van Damme arrebenta uns 50 inimigos em seu caminho para resgatar a jovem donzela, até que o surge o vilão final, o cenário cai, e o diretor grita: “Corta!”. E o nosso herói esbaforido reclama com o cineasta chinês: “Assim não dá. Eu tenho 47 anos. Não consigo mais fazer tudo em um único plano-seqüência”.

Salvo alguns flertes com a pieguice e um final meio sem pé nem cabeça, “J.C.V.D.” funciona bem como auto-paródia, tem boas piadas e um monólogo sensacional, em que Van Damme enfrenta a câmera e fala da vida de forma tão sincera que se torna irônica.

Em entrevista ao “Libération” por conta do lançamento do filme na França, o ator contou que a cena, de nove minutos, foi feita em uma tomada só, sem texto prévio, no improviso. “Mabrouk me pediu para abrir meu coração. Ele queria um plano-seqüência para que a palavra viesse melhor e para que não o acusassem de ter manipulado qualquer coisa de mim, de ter cortado minhas supostas bobagens.”

A entrevista no “Libé” é boa e dá uma idéia clara de quem é esse Van Damme que deve chegar aos cinemas brasileiros no segundo semestre. A seguir uma compilação dos trechos mais divertidos. E, no pé do post, o trailer do longa.

O convite para fazer “J.C.V.D.” - “Tinha perdido a confiança no cinema. Imagine um campeão. Tyson. Ele sobe no ringue. É nocauteado. Volta a treinar e novo nocaute. E mais um nocaute. Nessa hora, ele pensa: ‘Perdi tudo’. Naquele momento, quando a [produtora francesa] Gaumont me mostrou ‘Virgil’, o primeiro filme de Mabrouk, pedi desculpas e fui saindo. Por que vocês me procuraram? Eu estou acabado. Dêem Daniel Auteuil ou Gerard Depardieu a esse garoto, não Van Damme. Esse garoto merece mais que isso.”

Os diretores chineses que levou a Hollywood - “John Woo, Tsui Hark, Ringo Lam. Não se pode dizer que eles tenham me agradecido, né? Esse trabalho que Mabrouk fez por mim, chamo isso de uma flor: finalmente, um roteiro escrito, de atuação. Era isso o que eu esperava da parte deles, dos mestres de Hong Kong. E eles sistematicamente deram tudo a outros.”

O contato com os fãs hoje - “O que mais me dói é quando as pessoas me perguntam na rua: ‘Quando você vai fazer um filme?’. Mas eu faço filmes! É que eles não saem mais nas salas. São lançados diretamente em DVD.”

O pó - “Você pára de contar os gramas quando realmente começa com a cocaína. Posso dizer que, em termos de dose, era tamanho Van Damme. Van Damage... meu velho sobrenome. Ou ainda Jean-Claude Vingt Grammes... [risos].”


Sexta-feira 13

Parece piada feita, mas as duas estréias da semana (simbolicamente, na sexta-feira 13) que apontam para a invasão do mercado brasileiro por superproduções norte-americanas são “O Incrível Hulk” e “Fim dos Tempos”.

O primeiro procura retomar em novas bases, com Edward Norton no papel principal e direção de Louis Leterrier, a franquia que não obteve os resultados esperados pelos produtores com o longa de 2003, dirigido por Ang Lee. O segundo, que chega ao Brasil sem que a distribuidora tenha promovido sessões prévias para a imprensa até hoje (uma exibição de última hora foi marcada para a quarta-feira, apenas dois dias antes do lançamento), é a tentativa de o diretor e roteirista M. Night Shyamalan se recuperar da bilheteria modesta de “A Dama na Água” (2006).

Nos EUA e Canadá, ambos pertencem a um perfil de longa-metragem que costuma ser lançado em cerca de 4.000 salas. Alguns em um pouco mais, como “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (4.260), e outros em um tanto menos, como “Zohan – Um Agente Bom de Corte” (3.462), que ficou em segundo lugar no ranking no último final de semana e tem estréia prevista no Brasil para 15 de agosto.

Como o mercado norte-americano soma cerca de 42 mil salas (39 mil nos EUA e o restante no Canadá), de acordo com dados do Filme B, nenhum lançamento consegue ocupar sozinho mais de 10 %. No último final de semana, os oito filmes que ocupavam mais de mil salas cada um estavam em cartaz em 25.930 salas (62%). Para os demais, sobraram 38%, ou cerca de 16 mil salas.

No Brasil, “O Incrível Hulk” e “Fim dos Tempos” são filmes lançados com aproximadamente 500 cópias. Como o mercado nacional tem cerca de 2.100 salas, cada uma dessas superproduções costuma ocupar entre 20% e 25% do total. Dois que estréiem na mesma semana já asseguram, sozinhos, metade do circuito.

No final de semana de 1º de junho, apenas cinco filmes ocupavam 83% do mercado nacional (1.744 salas). Quando este post foi escrito, os dados do último final de semana não estavam disponíveis e as distribuidoras ainda não haviam definido com os exibidores o número final de salas para “O Incrível Hulk” e “Fim dos Tempos”, mas é provável que os “cinco mais” em cartaz superem no próximo final de semana a marca dos 90% --o que aconteceu, por exemplo, em julho de 2007, com o engarrafamento de quatro superproduções (“Harry Potter 5”, “Ratatouille”, “Quarteto Fantástico 2” e “Shrek Terceiro”).

Ocupação desmedida e perniciosa, no médio e longo prazos, para o próprio mercado, inclusive porque só contribui para a formação de público sazonal. Quando as superproduções desaparecem do circuito, boa parcela de seus espectadores as acompanha.

Nudez em "Sex and the City" leva modelo francês à fama

SYDNEY (Reuters) - O modelo e ator francês Gilles Marini fez carreira exibindo roupas, mas a fama só chegou com sua nudez total, no filme "Sex and the City".

Marini interpreta o vizinho de Samantha (Kim Cattrall), na versão para o cinema da série da HBO sobre a vida de quatro nova-iorquinas.

O francês de 32 anos, que há 10 se mudou para os EUA em busca de oportunidades como modelo e ator, disse receber uma avalanche de emails e ofertas de trabalho desde a estréia do filme nos EUA, em maio.

"Foi esse papel que me pôs no mapa. Para mim, foi como ganhar na loteria", disse Marini à Reuters, por telefone, de Nova York, onde recebia um prêmio do canal a cabo Bravo -- o de "melhor bunda".

"Simplesmente não esperava isso. Nunca atendi tantos jornalistas nem recebi tantos emails na vida. É uma loucura, e estou muito feliz com isso."

Marini diz que nas últimas quatro semanas sua página no site MySpace já recebeu mais de 17 mil visitas, e ele se viu obrigado a contratar um agente. Quanto às ofertas de emprego que não param de chegar, diz ainda estar avaliando.

Filho de uma grega com um italiano, Marini passou anos trabalhando como modelo, especialmente para Georgio Armani em Milão.

Fez algumas aulas de interpretação e teve pequenos papéis em programas de TV, mas nada muito expressivo -- até participar de um teste para "Sex and the City".

Casado há dez anos, pai de dois filhos (George, 9 anos, e Juliana, 1), ele diz que não hesitou em tirar a roupa no filme.

"As pessoas ao meu redor foram muito profissionais, então por que ficar nervoso?", afirmou, acrescentando que os europeus são mais relaxados a respeito da nudez do que os norte-americanos.

Para manter a forma, a receita dele é consumir poucos carboidratos e fazer pelo menos 40 minutos de atividade física por dia. "Não como porcarias demais, mas tomo uma taça de vinho, já que sou francês e seria um insulto não fazê-lo."

A fama de galã, segundo ele, não incomoda nem vai subir à cabeça. "Talvez durante um tempo as pessoas me vejam como o cara pelado, mas assim que alguém me der uma chance de fazer outra coisa eu posso provar o que posso fazer", afirmou.

"Não tenho mais 18 anos de idade para perder o controle sobre o que eu sou. Isso é uma bênção. Fico muito humilde e tocado com a atenção. É maravilhoso para a minha vida, para a minha família e para o meu futuro."

Atom Egoyan explora amor e tecnologia em "Seven Wonders"

NEW YORK (Hollywood Reporter) - O diretor e roteirista Atom Egoyan vai misturar fantasia e realidade em seu próximo filme, um triângulo amoroso chamado "Seven Wonders".

O projeto é centrado em uma mulher chamada Pandora, que após o fim de seu relacionamento é consumida por outra relação, desta vez entre uma diretora publicitária e o namorado dela. Os três vão filmar comerciais nas Sete Maravilhas do Mundo.

"É uma história íntima... e uma fuga de nossas vidas, para lugares onde podemos acreditar em coisas maiores", disse Egoyan.

O novo filme dá continuidade ao interesse recente de Egoyan em tecnologia, tema de seu filme "Adoration", apresentado no Festival de Cinema de Cannes deste ano.

As duas mulheres de "Wonders" se conhecem na Internet, criando uma certa ambiguidade em suas interações, que podem estar apenas na imaginação de Pandora.

Egoyan disse que estava interessado em tecnologia devido à idéia "de que é tão fácil estar em contato que isto acaba dificultando e complicando os relacionamentos".

"Adoration", ainda sem data de lançamento, fala sobre uma família perturbada, comunicação moderna e um ato de terrorismo internacional que pode na verdade não ter acontecido.

Além de "Wonders", Egoyan está considerando diversos outros projetos. Ele também deverá dirigir "Eh Joe", no Lincoln Center em Nova York, filme baseado em uma peça de Samuel Beckett.

O diretor foi indicado ao Oscar de melhor direção e roteiro adaptado por "O Doce Amanhã".

HELOÍSA DALL'ANTONIA
De Los Angeles
O encontro entre o diretor de "O Incrível Hulk" Louis Leterrier e a imprensa internacional mal havia começado quando ele resolveu esclarecer os incidentes que surgiram na mídia nos últimos meses sobre uma discussão forte entre o astro Edward Norton, que protagoniza o filme no papel de Bruce Banner, e a Marvel Studios.

Imitando os gestos e o tom de voz de Norton - com boa performance confirmada pelos risos dos outros repórteres presentes - , Leterrier disse que o grande problema é que após o final das gravações eles haviam acumulado mais de três horas de filme e sabiam que precisariam fazer sacrifícios para deixar a trama com, no máximo, 120 minutos. Por conta disso, o ator teria se exaltado um pouco durante uma reunião com executivos e a informação teria vazado como se Norton estivesse nervoso com o processo. Quando leu a primeira matéria que afirmava que havia um problema nos bastidores da produção, Norton teria rido e brincado com o diretor de que ele havia acabado de "virar a Britney Spears do momento".

Verdade ou não, o ator foi o único que não compareceu à première do filme no domingo (8) no Gibson Amphitheatre da Universal City. A ausência, segundo o diretor, se deve às gravações do documentário sobre a campanha do senador Barack Obama para presidente dos EUA, que Norton está produzindo.

Depois que as perguntas sobre o desentendimento do astro com a Marvel Studios cessaram - e da promessa de que tudo o que teve de ser cortado do filme vai aparecer na versão em DVD da produção, Leterrier comentou sobre o desafio de contar a história de Bruce Banner nas telonas.

"Por favor, senhor McGee, não me irrite"

"Sempre tive uma ligação emocional com o seriado de 'Hulk' na TV", contou. "Mas não queria fazer um filme só como a versão para a televisão do personagem, nem só como o herói se apresenta nos quadrinhos." Assim, o roteiro inicial foi dividido em dois: um em que o Gigante Esmeralda não aparecia, focando a trama na 'doença' de Banner, sua busca pelo antídoto e em todos os problemas envolvidos na situação, e outro mostrando as tentativas frustradas de cura e os ataques de raiva. Os dois, mesclados, deram origem a produção que estréia nos cinemas na próxima sexta-feira.

"Os primeiros minutos do filme têm muita influência da série de televisão", comenta, preocupado em salientar que tentou ao máximo explicar como as famosas calças azuis do Gigante Esmeralda não rasgam durante a transformação como todo o restante de seu vestuário. "Eu quis fazer um filme sobre o Hulk, somente sobre ele", completa o diretor.

Leterrier também confessou que gostou do último filme feito sobre o personagem, de 2003, dirigido por Ang Lee, mas acredita que o grande problema é que a produção ficou completamente dividida entre drama e ação, como se fossem dois filmes distintos dentro da mesma película.

"Blacksad"

Leitor de Tintim e Asterix quando criança, Leterrier comentou que se há uma outra história em quadrinhos que gostaria de levar para as telonas, seria a espanhola "Blacksad". A trama de Juan Díaz Canales (texto) e Juanjo Guarnido (arte) é ambientada em um mundo sem humanos, onde os animais agem e se vestem como homens e mulheres. Com diálogos ágeis e irônicos e cenas de bastante violência, a HQ acompanha o dia-a-dia do investigador particular John Blacksad, um gato preto com ares de filme noir.

Hellboy 2 O Exército Dourado


Hellboy aparece em público sem querer e o FBI tem que se explicar publicamente sobre o Escritório de Pesquisa e Defesa Paranormais. Enquanto o herói aprende a lidar com sua nova vida, Liz tem seus sentimentos por ele abalados quando um novo membro se junta ao grupo: Johann, um detetive formado de energia. Paralelamente a esse triângulo amoroso, Hellboy e seus companheiros precisam enfrentar o Príncipe, que deseja retomar o controle do Exército Dourado, grupo formado por soldados metálicos invencíveis. No primeiro filme, já perto do fim da 2ª Guerra Mundial, os nazistas tentam eliminar seus inimigos usando magia negra. Uma das experiências feitas é a tentativa de invocar forças ocultas. Um deste rituais é interrompido pelas forças aliadas, que encontram um garoto com aparência de demônio e a mão direita feita de pedra, apesar do ritual não ter sido concluído. O garoto passa a ser chamado de Hellboy e é levado pelos Aliados. Sessenta anos depois, Hellboy agora luta pelo bem e é chamado quando um estranho fenômeno, possivelmente sobrenatural, acontece. Curiosidades: Levar Hellboy para os cinemas é um sonho que o diretor Guillermo del Toro acalentava há anos, já tendo até mesmo escolhido Ron Perlman como seu intérprete ideal. Porém, devido ao temor dos produtores em relação ao retorno financeiro do filme, o projeto seguia engavetado. Após o sucesso de Blade 2, foi oferecido a del Toro a direção de Blade: Trinity, 3º filme da série, ou Hellboy. O diretor escolheu Hellboy.


Ficha Técnica
Gênero: Ação
Origem: EUA
Estréia em: 5 de Setembro de 2008
Distrubuidora: Paramount Pictures
Direção: Guillermo del Toro
Roteiro: Guillermo del Toro
Produção: Lawrence Gordon, Mike Richardson
Elenco: Ron Perlman - Hellboy
Selma Blair- Liz Sherman
Doug Jones - Abe Sapien
James Dodd - Johann Kraus
John Alexander - Johann Kraus / Goblin
Luke Goss - Prince Nuada
Thomas Kretschmann - Johann Kraus - Voz
John Hurt - Trevor Broom Bruttenholm
Jeffrey Tambor - Tom Manning
Anna Walton - Princesa Nuala

O Gângster


O Gângster - American Gangster

O filme conta a história do rei do tráfico de heroína Frank Lucas (interpretado por Denzel Washington, de Um Ato de Coragem) e o policial Richie Roberts (interpretado por Russell Crowe, de O Gladiador), que comandou uma força tarefa federal e trouxe Lucas à justiça. A história de Lucas não é igual a de qualquer traficante. Ele cresceu numa Carolina do Norte segregada pelo racismo e quando criança viu seu primo ser morto por membros da Ku Klux Klan (KKK) por simplesmente olhar para uma garota branca. Lucas conseguiu chegar a Harlem em New York e usou de seu charme para conseguir chegar até ao Triângulo de Ouro da Ásia, conseguindo suas próprias conexões para o tráfico. Ele embarcou heroína para os Estados Unidos em caixões que vinham do Vietnam. Rapidamente Lucas tinha a melhor heroína do mercado norte-americano, fazendo até um milhão de dólares por dia, se tornando alvo dos investigadores da narcóticos. O filme teve seus contratempos para ser feito. O primeiro diretor cogitado para o filme havia sido Oliver Stone (Torres Gêmeas) e depois foi repassado para Antoine Fuqua (Dia de Treinamento). Com Fuqua na direção e no elenco com Denzel Washington e Benicio Del Toro, o filme teve sua produção cancelada pela Universal devido a um orçamento mais caro do que deveria ter. Devido a isso, o roteirista Terry George foi trazido para re-escrever o roteiro e diminuir os gastos da produção em 50 milhões de dólares. Antoine Fuqua deixou o projeto por causa da necessidade da Universal diminuir os gastos cortando assim Ray Liotta e John C. Reilly que estavam sendo escalados pelo diretor.


Ficha técnica
Gênero: Drama
Duração: 157 minutos
Origem: EUA
Distrubuidora: Universal Pictures
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Steven Zaillian
Produção: Brian Grazer, Ridley Scott
Música: Marc Streitenfeld
Fotografia: Harris Savides
Site: http://www.americangangster.net
Elenco: Denzel Washington ... Frank Lucas
Russell Crowe ... Det. Richie Roberts
Chiwetel Ejiofor ... Huey Lucas
Josh Brolin ... Detective Trupo
Lymari Nadal ... Eva
Ted Levine ... Det. Lou Toback
Roger Guenveur Smith ... Nate
John Hawkes ... Det. Freddie Spearman
RZA ... Moses Jones
Yul Vazquez ... Alphonse Abruzzo
Malcolm Goodwin ... Jimmy Zee
Ruby Dee ... Mama Lucas
Ruben Santiago-Hudson ... Doc
Carla Gugino ... Laurie Roberts
Skyler Fortgang ... Michael Roberts
Curiosidades:
» Russell Crowe e Ridley Scott trabalharem juntos em Gladiador, Um Bom Ano e no ainda inédito Nottingham.

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